Gerente de empresa química é preso por crime ambiental em Americana

    Forte odor de produto químico causou evacuação de três empresas na região

    PORCaio Lausi

    27/02/2025 10:43
    Atualizado em 04/03/2025 10:43

    Gerente de empresa química é preso por crime ambiental em Americana

    Gerente de empresa química é preso por crime ambiental em Americana (Foto: GCM/Americana)

    Gerente de empresa química é preso por crime ambiental em Americana (Foto: GCM/Americana)

    Na manhã de quarta-feira (26), a Guarda Municipal de Americana prendeu em flagrante o gerente administrativo de uma empresa química localizada na Avenida do Algodão, por poluição atmosférica e falta de licenciamento ambiental. A ação ocorreu após denúncias de um forte odor químico que causou ardência nos olhos e desconforto respiratório em funcionários de empresas vizinhas, levando à evacuação total dos locais.

    A ocorrência teve início por volta das 9h, quando as equipes do Grupo de Proteção Ambiental (GPA) da Guarda Municipal de Americana (GAMA) se desloou para a região após relatos de moradores sobre o mau cheiro. No local, os agentes constataram a emissão do odor a aproximadamente 100 metros de distância e isolaram a área para garantir a segurança dos presentes.

    Populares informaram que a origem do odor vinha da empresa Multinacional Química, onde as equipes observaram o descarregamento de hidróxido de amônio (25% em estado aquoso) de um caminhão-tanque para containers IBC. Os funcionários da empresa, equipados com máscaras de proteção respiratória, negaram qualquer vazamento ou vítima no local.

    Devido à intensidade do cheiro, não foi possível realizar a inspeção interna. Órgãos competentes foram acionados, incluindo Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Defesa Civil. Uma equipe especializada da CETESB constatou, por meio de medições, a presença de amônia em níveis superiores ao permitido e confirmou que a empresa operava sem licenciamento ambiental.


    O proprietário da empresa não estava presente, e os funcionários se recusaram a fornecer sua identificação. O gerente administrativo foi conduzido à Delegacia de Investigações Gerais (DIG), onde o delegado o autuou em flagrante com base nos artigos 54, 56 e 60 da Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605/98).

    Os dois funcionários operacionais foram ouvidos como testemunhas e liberados. Na delegacia, informaram o nome do proprietário do local e então foi constatado que ele já havia sido autuado em flagrante por um crime ambiental na mesma empresa em abril de 2023.

    A Polícia Civil seguirá com as investigações, e o caso será encaminhado aos órgãos competentes para as providências cabíveis.

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