Na manhã desta quarta-feira (07), a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE), da Polícia Civil, prendeu dois homens na operação Mijão contra tráfico de drogas, no bairro Jardim Aurélia em Campinas (SP).
A ação foi deflagrada pela DISE de Americana para o cumprimento simultâneo de quatro mandados de busca e apreensão em endereços relacionados a uma investigação desenvolvida nos municípios de Sumaré, Hortolândia e Campinas.
Segundo a Polícia Civil, o trabalho começou após uma denúncia encaminhada ao Disque Denúncia 181. As informações apontavam a existência de uma estrutura usada para o processamento e distribuição de drogas na região.
A partir da denúncia, investigadores realizaram diligências e trabalhos de inteligência que levaram à identificação de dois homens, de 43 e 42 anos, apontados como responsáveis por funções de gerenciamento dentro do esquema investigado.
Durante o avanço das apurações, a DISE chegou a um imóvel na Rua Joaquim Ulisses Sarmento, no Jardim Aurélia, em Campinas. O endereço informado no registro policial corresponde ao bairro e ao município indicados.
Com as informações reunidas, a Polícia Civil solicitou à Justiça mandados de busca e apreensão. Durante o cumprimento das ordens judiciais, os dois investigados foram localizados em suas residências e detidos.
No imóvel do Jardim Aurélia, os policiais encontraram uma estrutura destinada ao fracionamento e acondicionamento das drogas. Entre os equipamentos apreendidos estava uma máquina computadorizada utilizada para realizar a embalagem mecanizada e padronizada da cocaína.
As buscas resultaram na apreensão de aproximadamente 51 quilos de cocaína ainda sem acondicionamento e outros 19,5 quilos já embalados e preparados para distribuição. De acordo com a Polícia Civil, essa segunda quantidade correspondia a cerca de 6 mil porções.
Também foram apreendidos 1,4 quilo de haxixe e 198 gramas de maconha. O total de cocaína localizado durante a operação Mijão contra tráfico de drogas chegou a aproximadamente 71 quilos.
Os investigadores ainda recolheram seis balanças de precisão, seis celulares, um notebook, um HD externo, anotações relacionadas à contabilidade do tráfico, cerca de 3,5 mil embalagens vazias e utensílios utilizados na estrutura investigada.
Seis veículos ligados aos investigados também foram apreendidos. Conforme o histórico policial, três deles apresentavam registros de roubo ou furto, situação que passou a ser apurada pela Polícia Civil como receptação.
Após as buscas, a autoridade policial confirmou as prisões em flagrante por tráfico de drogas, associação para o tráfico e receptação, de acordo com a participação atribuída a cada preso.
Os dois homens e todo o material apreendido foram encaminhados à sede da DISE de Americana. Após os procedimentos de Polícia Judiciária, os presos seriam levados à Cadeia Anexa ao 2º Distrito Policial de Campinas, onde permaneceriam à disposição da Justiça para audiência de custódia.
Por que a operação recebeu o nome “Mijão”
O nome da operação faz referência direta ao apelido atribuído pela investigação a um homem apontado como liderança da estrutura criminosa à qual os presos estariam ligados.
O mesmo apelido já apareceu em outras investigações envolvendo o crime organizado na região de Campinas. Reportagens baseadas em informações do Ministério Público apontaram essa liderança como integrante da cúpula do PCC e relacionada a investigações sobre tráfico de drogas e outros crimes.
Entenda o caso envolvendo plano contra promotor
Em agosto de 2025, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio do 1º BAEP, deflagrou a Operação Pronta Resposta em Campinas. A investigação apurava um suposto plano para matar um promotor de Justiça que atuava no combate ao crime organizado.
Segundo informações divulgadas à época pelo Ministério Público e reproduzidas pela imprensa, a liderança conhecida pelo apelido de “Mijão” foi apontada como possível mandante do plano. Empresários investigados por financiar a ação criminosa foram presos durante aquela operação.














