GAECO denuncia três homens por lavagem de dinheiro para o PCC

Screenshot
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) denunciou, no último dia 14 de março, três homens acusados de operar um esquema de lavagem de dinheiro para integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), por meio de duas fintechs. A denúncia é resultado da Operação Hydra, deflagrada em 25 de janeiro pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Federal (PF).
Os acusados são apontados como responsáveis por dissimular a origem de recursos ilícitos da facção criminosa, utilizando práticas como smurfing (fracionamento de transações), movimentações via criptomoedas, uso de laranjas, empresas de fachada e empréstimos fraudulentos. O esquema também envolvia a compra e venda de imóveis para ocultar os verdadeiros beneficiários das transações.
Além da condenação pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, o GAECO pediu que os denunciados sejam obrigados a pagar R$ 100 milhões em reparação pelos danos causados. Também foi requerida a manutenção das medidas cautelares já impostas, incluindo prisão preventiva, sequestro de bens, suspensão das atividades econômicas e afastamento do sigilo bancário e fiscal.
As investigações tiveram início a partir de informações fornecidas por Antônio Vinicius Gritzbach, colaborador premiado do MPSP, que revelou detalhes da estrutura criminosa e foi assassinado em 8 de novembro de 2024, no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Segundo a denúncia, as fintechs direcionavam os depósitos para contas controladas pelos criminosos, formalizando os negócios de forma a evitar suspeitas de órgãos reguladores como o Banco Central e a Receita Federal. O objetivo era garantir que membros da alta cúpula da facção pudessem movimentar grandes quantias sem levantar alertas.
A denúncia segue para análise do judiciário, que decidirá sobre o prosseguimento da ação penal contra os envolvidos.