Na manhã desta terça-feira (03), a Polícia Civil (PC) prendeu duas mulheres por falsificação e comercialização ilegal de medicamentos terapêuticos, durante a operação Saúde 2, no Centro e no Jardim Brasil em Americana (SP).
A ação foi coordenada pela Delegacia Seccional de Polícia de Americana, vinculada ao Deinter-9 de Piracicaba, por meio de investigadores da Central de Polícia Judiciária (CPJ), após denúncias apontarem que clínicas de estética estariam comercializando e aplicando medicamentos destinados ao controle de peso, oriundos de contrabando do Paraguai.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em dois endereços: na Rua Heitor Penteado, nº 24, sala 2, na região central, e na Rua Segundo Bertie, nº 217, no bairro Jardim Brasil. Durante as diligências, os policiais civis contaram com o apoio da Vigilância Sanitária, que constatou diversas irregularidades nos estabelecimentos.
Segundo a Polícia Civil, as investigações já vinham sendo realizadas e reuniram evidências de que as clínicas não apenas comercializavam os produtos ilegais, como também realizavam a aplicação dos medicamentos em pacientes, colocando em risco a saúde pública.
Diante da materialidade dos fatos e dos indícios reunidos, a autoridade policial determinou a prisão em flagrante das duas responsáveis pelos estabelecimentos, uma fisioterapeuta de 34 anos e uma psicanalista de 37 anos. Elas foram indiciadas por falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos terapêuticos ou medicinais, além de crimes contra a ordem tributária, econômica e de consumo.
Após a formalização do flagrante, as presas foram encaminhadas à Cadeia Pública de Monte Mor, onde permaneceram à disposição da Justiça.
Operação “Saúde 2”: continuidade de combate à venda ilegal de medicamentos
O nome da operação remete à proteção da saúde pública e indica a continuidade de investigações anteriores relacionadas ao comércio irregular de medicamentos em clínicas da região. A ofensiva busca coibir práticas ilegais que colocam em risco pacientes, especialmente em tratamentos voltados ao emagrecimento, que têm alta procura e movimentam grande volume financeiro.
A Polícia Civil reforça que a aplicação de medicamentos sem procedência regular e autorização sanitária pode causar sérios danos à saúde, além de configurar crime.
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