Na tarde desta quinta-feira (27), a Polícia Civil (PC) confirmou a condenação de três criminosos pelo homicídio de uma policial militar ocorrido em Paraisópolis, na capital paulista. As penas estabelecidas pelo Tribunal do Júri chegaram a 9, 23 e 25 anos de prisão, todas em regime inicial fechado, após julgamento iniciado na quinta-feira (27/11) e concluído no dia seguinte.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a policial foi vista pela última vez na madrugada de 2 de agosto de 2018, quando um desentendimento dentro de um bar levou criminosos a descobrirem que ela estava armada e era agente de segurança. Ela foi então retirada à força do estabelecimento, mantida em cárcere privado e, dias depois, encontrada morta no porta-malas de um carro abandonado, com sinais de tortura e um disparo na cabeça.
As investigações mostraram que os três participaram do sequestro e da execução, agindo de maneira coordenada. O Conselho de Sentença reconheceu duas qualificadoras no homicídio: impossibilidade de defesa da vítima e o fato de ela ser integrante da segurança pública. Um dos condenados também recebeu pena por integrar organização criminosa.
A acusação no plenário foi conduzida pelas promotoras de Justiça responsáveis pelo caso, que reforçaram a brutalidade do crime e a atuação organizada do grupo. Todos os condenados permanecem presos e não poderão recorrer em liberdade, consolidando mais um avanço no enfrentamento ao homicídio contra agentes do Estado.














