Restrição às saídas temporárias, integração de câmeras e reforço das polícias estão entre as medidas que conectam a atuação parlamentar à gestão estadual
A restrição às saídas temporárias de presos e o investimento em tecnologia para apoiar o trabalho policial são exemplos da atuação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) na segurança pública. Em funções diferentes, o senador é atual candidato à Presidência e o governador paulista participaram de medidas voltadas ao enfrentamento da criminalidade, com alcance em São Paulo e no restante do Brasil.
No Senado, Flávio foi relator do projeto que resultou na mudança das regras das chamadas “saidinhas”. Em São Paulo, a gestão Tarcísio ampliou a integração de sistemas de monitoramento e informou avanços na contratação de policiais para reforçar as forças estaduais.
Tarcísio amplia tecnologia para apoiar as polícias
Uma das principais iniciativas do governo paulista é o Muralha Paulista. Conforme balanço divulgado pela administração estadual em janeiro de 2026, o programa reunia aproximadamente 94 mil câmeras públicas e particulares, conectando equipamentos de monitoramento a informações utilizadas pelas forças de segurança.
Na prática, a integração permite que policiais recebam informações para identificar veículos furtados ou roubados e localizar pessoas procuradas pela Justiça. O sistema também auxilia nas buscas por desaparecidos, utilizando recursos como leitura de placas e reconhecimento facial.
A iniciativa fortalece o uso da inteligência no policiamento: informações obtidas pelos equipamentos podem orientar abordagens, apoiar investigações e ajudar as equipes a acompanhar a movimentação de suspeitos.
Reforço do efetivo e operações integradas
A ampliação do efetivo é outra frente da gestão Tarcísio. Em balanço publicado em janeiro de 2026, o governo informou a abertura de 17 mil vagas em concursos para as polícias estaduais nos três anos anteriores, com mais de 14 mil novos policiais colocados em atividade.
No enfrentamento às organizações criminosas, a administração também informou a realização de mais de 420 operações conjuntas desde 2023, envolvendo instituições como Polícia Federal, Ministério Público e Gaeco. As ações têm como objetivos atingir a estrutura financeira das facções e desarticular a logística de atividades criminosas.
São Paulo registra queda nos homicídios
Os investimentos e as ações policiais ocorrem em um cenário de redução dos homicídios registrados no estado. No primeiro semestre de 2026, São Paulo contabilizou 1.149 casos, contra 1.240 no mesmo período de 2025 — queda de 7,3%, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública reproduzidos pela Agência Brasil.
Na capital, os registros passaram de 248 para 227, redução de 8,4%. O resultado é favorável à segurança da população, embora os dados, isoladamente, não permitam atribuir a queda a uma medida específica.
Flávio participou de mudança nas saídas temporárias
Na esfera federal, Flávio Bolsonaro teve participação na alteração das regras de saída temporária de presos. Como relator no Senado, atuou na análise e construção do texto que deu origem à Lei nº 14.843, de 2024.
Em maio daquele ano, o Congresso derrubou o veto presidencial aos dispositivos que retiravam a possibilidade de saída para visitas familiares e atividades de convívio social. A decisão consolidou uma mudança defendida pelo senador e aprovada por deputados e senadores.
A medida tem alcance nacional e repercute também em São Paulo. A participação de Flávio nessa agenda está ligada à legislação: seu trabalho parlamentar contribuiu para a aprovação de regras mais restritivas para a concessão do benefício.
Atuação em duas frentes da segurança pública
Os exemplos mostram contribuições em áreas complementares. Tarcísio concentra sua atuação na estrutura das polícias paulistas, no monitoramento e na integração operacional. Flávio atuou na legislação federal, com participação em mudanças que alcançam o sistema penitenciário de todo o país.
A conexão entre essas frentes está no fortalecimento dos instrumentos disponíveis ao poder público: de um lado, tecnologia e efetivo para o trabalho policial; de outro, alterações legislativas voltadas ao endurecimento da execução penal, cuja aprovação depende da atuação coletiva de deputados e senadores, da negociação entre partidos e da formação de maioria no Congresso Nacional.




