Na manhã desta sexta-feira (25), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP), prendeu um homem durante novo desdobramento da Operação Infiltrados prende homem em Campinas por movimentação de dinheiro, em Campinas (SP). O investigado é apontado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) como possível integrante de uma associação criminosa já denunciada à Justiça.
Além da prisão, as equipes cumpriram mandado de busca e apreensão expedido pela 1ª Vara Criminal de Campinas. A nova etapa surgiu após a análise de documentos, celulares e notebooks recolhidos durante a primeira fase da investigação, realizada em junho.
Segundo as investigações, o homem teria duas funções dentro do grupo. Uma delas seria transportar e movimentar quantias expressivas em favor de um policial. Ele também teria fornecido um celular clandestino, com chip cadastrado com dados diferentes dos verdadeiros usuários, numa tentativa de dificultar a identificação de conversas relacionadas às supostas atividades criminosas.
Durante as apurações, foram encontrados na residência de um dos acusados diversos comprovantes de depósitos bancários. Parte dos documentos apontava o homem preso nesta sexta-feira como responsável pelas operações financeiras.
Os depósitos identificados somaram R$ 324.220, enquanto outros comprovantes, com ou sem identificação de quem realizou as operações, alcançaram R$ 181.300. As movimentações analisadas ocorreram entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026.
Os depósitos atribuídos ao investigado teriam sido realizados repetidamente, em valores entre R$ 10 mil e R$ 51,7 mil. Segundo o GAECO, as quantias movimentadas seriam, em princípio, incompatíveis com os rendimentos dos agentes públicos investigados.
A Operação Infiltrados prende homem em Campinas por movimentação de dinheiro representa um novo avanço da investigação iniciada em junho. O GAECO continua apurando a eventual participação de outras pessoas na associação criminosa e novos investigados poderão ser denunciados caso sejam reunidas provas suficientes.
Por que a operação recebeu o nome Infiltrados?
O nome Operação Infiltrados está diretamente relacionado ao foco da investigação. A primeira fase apurou suspeitas de atuação de pessoas ligadas ao crime organizado dentro ou em contato com instituições públicas, incluindo a possível obtenção e transmissão de informações privilegiadas.
Quando a operação foi deflagrada, em 9 de junho de 2026, o GAECO investigava suspeitas envolvendo agentes públicos e a possível infiltração criminosa no próprio Ministério Público. A apuração também alcançou casos de suposta extorsão e violação de sigilo funcional.
Entenda o caso
A Operação Infiltrados foi deflagrada em 9 de junho de 2026, como desdobramento das operações Pronta Resposta e Off White. Na ocasião, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária em Campinas e Cardoso.
Segundo as investigações divulgadas na primeira fase, um dos focos estava relacionado a um ex-estagiário do Ministério Público que teria utilizado acesso a informações internas para identificar criminosos com elevado poder financeiro. A suspeita era de cobrança de dinheiro em troca de uma suposta proteção contra investigações.
Outro braço da investigação apurou um encontro entre um suspeito relacionado a um plano de atentado contra um promotor do GAECO e o então chefe de investigadores da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Campinas. O encontro teria ocorrido uma semana antes da operação que frustrou o suposto atentado, em 2025. O GAECO passou a investigar se informações sigilosas teriam sido repassadas.
A primeira fase terminou posteriormente com policiais e particulares denunciados por associação criminosa, extorsão, violação de sigilo funcional e falsidade. A ação penal permanece em andamento, enquanto o GAECO continua as investigações para identificar eventuais outros participantes.














