Na tarde desta sexta-feira (21), a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE), da Polícia Civil (PC), prendeu investigado por tráfico de drogas sintéticas em Votuporanga (SP). O homem, de 40 anos, era alvo de um mandado de prisão preventiva decorrente de uma investigação iniciada em fevereiro deste ano.
Segundo a Polícia Civil, o trabalho teve início durante ações de combate ao tráfico no período de Carnaval. Na ocasião, investigadores receberam informações de que drogas sintéticas seriam levadas para um evento denominado “Festa do Chefão”, previsto para ocorrer nas imediações da Rodovia Euclides da Cunha (SP-320), próximo a Votuporanga.
Com as informações, os policiais passaram a monitorar o trecho e identificaram um veículo com as características apuradas durante a investigação. O automóvel foi abordado e revistado.
Durante a busca, foram apreendidos 20 comprimidos com características de droga sintética, uma porção de outra substância, três frascos contendo material posteriormente encaminhado para análise e um celular.
Naquele momento, porém, o motorista não foi preso. Conforme o histórico policial, não havia possibilidade de realização imediata do exame necessário para confirmar a composição das substâncias. O material foi apreendido, encaminhado para perícia e o investigado foi liberado enquanto as apurações prosseguiam.
Entenda o caso da “Festa do Chefão”
A investigação avançou após a abordagem realizada em fevereiro. De acordo com a Polícia Civil, os investigadores apuraram que o homem participava da organização e promoção da chamada “Festa do Chefão”.
Ainda segundo a investigação, materiais de divulgação do evento apresentavam referências que foram relacionadas pelos policiais às características dos comprimidos encontrados no veículo pouco antes da festa. Essa informação passou a integrar o conjunto de elementos analisados pela unidade especializada.
Os laudos periciais posteriormente confirmaram a presença de substâncias sintéticas no material apreendido. A análise dos dados do celular também apontou, conforme a Polícia Civil, conversas e negociações relacionadas ao comércio ilegal dessas drogas.
Com o avanço das investigações e os resultados das perícias, o Ministério Público manifestou-se favoravelmente à prisão preventiva. A Justiça acolheu o pedido e expediu o mandado.

















