Na manhã desta quarta-feira (26), durante coletiva de imprensa, o Ministério Público de São Paulo detalhou a denúncia oferecida contra 14 homens e três mulheres envolvidos na invasão e no roubo a um condomínio de alto padrão ocorrido em 24 de setembro, em Ribeirão Preto (SP). A apresentação foi conduzida pelos promotores de Justiça Paulo José Freire Teotônio e Eduardo Campana, com participação da promotora Ethel Cipele.
Os denunciados foram alvos da Operação Cercado, deflagrada em outubro para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão relacionados ao roubo e a outros crimes como extorsão, falsificação de documentos, adulteração de veículos e lavagem de dinheiro. As apurações revelaram que o grupo atuava como uma associação criminosa estruturada em três núcleos: logístico, operacional e financeiro.
A preparação do crime incluiu a locação fraudulenta de um apartamento no nono andar do próprio condomínio, utilizando um documento de identidade falso. Isso permitiu ao grupo observar a rotina, mapear a movimentação de moradores e facilitar a entrada dos demais integrantes no dia da ação. Ainda no planejamento, veículos furtados e adulterados foram providenciados para o deslocamento dos criminosos, além de disfarces e equipamentos eletrônicos capazes de copiar controles de acesso, identificar moradores e monitorar suas atividades.
Segundo o Ministério Público, na manhã da invasão os criminosos renderam o porteiro, liberaram a entrada de novos veículos e começaram a circular pelos andares, mantendo moradores e funcionários sob ameaça de armas de fogo. Foram roubados joias, relógios, celulares e dinheiro, avaliados em quase R$ 470 mil, além de R$ 10 mil obtidos por transferências via Pix. Após o crime, parte do grupo ficou responsável por avaliar os objetos, enviar joias para revenda imediata e distribuir o dinheiro obtido entre diversas contas bancárias.
A denúncia também aponta que veículos utilizados no assalto foram incendiados com o objetivo de dificultar o avanço das investigações.













