Na manhã desta quarta-feira (07), a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Polícia Civil, deflagrou a operação Sangria contra fraudes na saúde e lavagem de dinheiro para investigar suspeitas de corrupção, peculato e irregularidades em contrato de credenciamento envolvendo a Prefeitura de Nova Odessa (SP).
A ação é conduzida pelo Setor de Controle de Lavagem de Dinheiro da DIG/DEIC Interior 9 de Piracicaba. Ao todo, nove mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Vara Regional das Garantias da 4ª Região Administrativa Judiciária de Piracicaba.
As ordens judiciais são cumpridas em endereços residenciais, comerciais e funcionais localizados em Nova Odessa, Campinas, Indaiatuba e Hortolândia. O objetivo é reunir provas que possam esclarecer a movimentação e o possível destino de recursos relacionados ao contrato investigado.
Durante as buscas, a Polícia Civil apreendeu cinco veículos, R$ 49 mil em dinheiro, aparelhos celulares, documentos e um computador. Todo o material recolhido será submetido à análise e perícia durante o avanço das investigações.
Segundo as informações da Polícia Civil, os investigadores procuram ainda registros de possível contabilidade paralela, documentos relacionados aos contratos e arquivos digitais que possam ajudar a esclarecer a movimentação financeira investigada.
A operação Sangria contra fraudes na saúde e lavagem de dinheiro é resultado de uma investigação iniciada após a apreensão de R$ 30 mil em espécie, ocorrida em dezembro de 2025, em Campinas.
Na ocasião, um enfermeiro foi abordado com o dinheiro em um restaurante no Jardim Eulina. Conforme informações divulgadas sobre o caso na época, ele declarou que transportava a quantia para entregá-la a outra pessoa e relacionou a origem dos recursos a uma empresa prestadora de serviços na área da saúde e a um contrato com a Prefeitura de Nova Odessa.
A apreensão passou a subsidiar a investigação. As apurações buscam esclarecer se houve pagamento de vantagem indevida e eventual tentativa de ocultar a origem ou o destino de recursos públicos por meio de movimentações em dinheiro e utilização de terceiros.
As possíveis responsabilidades dos investigados continuam sendo apuradas em inquérito policial.
Por que a operação recebeu o nome “Sangria”?
Segundo a Polícia Civil, o nome “Sangria” faz referência à suspeita de retirada contínua de recursos públicos destinados à área da saúde. Nesse contexto, a expressão é utilizada como uma analogia à perda progressiva de recursos que deveriam permanecer destinados aos serviços públicos.
Entenda o caso que deu origem à investigação
O episódio que antecedeu a operação ocorreu em 22 de dezembro de 2025, em um restaurante no Jardim Eulina, em Campinas. Policiais civis abordaram um enfermeiro que carregava R$ 30 mil em espécie. O dinheiro e um telefone celular foram apreendidos e o caso passou a ser investigado.
Na época, a Prefeitura de Nova Odessa informou que desconhecia os fatos narrados e que faria a apuração após receber informações oficiais. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou, naquele momento, que as diligências prosseguiam para o esclarecimento do caso.














