O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) denunciou um segurança de uma adega em Guarulhos, na região metropolitana, por homicídio triplamente qualificado, em razão de um crime ocorrido no dia 20 de outubro e que gerou grande repercussão na cidade. O caso foi divulgado pelo órgão nesta segunda-feira (15).
Segundo a denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Rodrigo Merli Antunes, o segurança se envolveu em uma discussão com um cliente por motivo considerado fútil. Durante o desentendimento, ele desferiu um violento soco no rosto da vítima, que caiu ao solo, bateu a cabeça no asfalto e passou a sangrar, ficando desacordada.
Mesmo diante da gravidade da situação, o denunciado não prestou socorro. Ao contrário, ele teria arrastado o corpo da vítima até um estacionamento ao lado do estabelecimento, onde o deixou agonizando por mais de uma hora. Durante esse período, além de se omitir, o segurança ainda ironizou a condição do cliente, segundo consta nos autos.
A vítima só recebeu atendimento após a intervenção de terceiros, sendo encaminhada ao hospital. No entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu cerca de cinco dias depois.
De acordo com o promotor, o segurança criou deliberadamente a situação de risco e tinha o dever legal de agir para evitar um desfecho fatal. A omissão, somada à indiferença diante da possibilidade de morte, torna sua conduta penalmente relevante. Por isso, o MPSP imputou ao acusado o crime de homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O denunciado encontra-se preso temporariamente e o Ministério Público já requereu a conversão da medida em prisão preventiva.
O promotor também solicitou a continuidade das investigações para apurar a eventual participação do responsável pela adega e de outros funcionários. Caso fique comprovado que induziram a agressão, eles poderão ser denunciados como partícipes do homicídio. Se não, poderão responder por omissão de socorro agravada pelo resultado morte.














