Na manhã desta quinta-feira (05), o Tribunal do Júri condenou um criminoso por feminicídio após matar ex-companheira em Indaiatuba, crime ocorrido no bairro Recreio Campestre Internacional Viracopos V, em Indaiatuba (SP). A pena foi fixada em 43 anos de prisão em regime inicial fechado, além do pagamento de indenização mínima de R$ 100 mil aos familiares da vítima.
A condenação foi obtida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, após denúncia apresentada pelo promotor Rui Barbosa Lamim e atuação em plenário do promotor Vitor Petri. Os jurados reconheceram que o crime foi praticado por motivo torpe e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima, caracterizando o feminicídio.
As investigações apontaram que o criminoso não aceitava o fim do relacionamento, encerrado mais de um ano antes do crime. Desde então, ele passou a perseguir e ameaçar a ex-companheira de forma constante, movido por sentimento de vingança.
Dias antes do assassinato, a vítima chegou a solicitar medidas protetivas de urgência, que determinavam o afastamento do agressor. Mesmo ciente da decisão judicial, o criminoso continuou enviando mensagens ameaçadoras a familiares da mulher e chegou a afirmar que pretendia matá-la.
No dia do crime, o homem se escondeu nas proximidades da residência da vítima e aguardou o momento em que ela retornasse após levar o filho à escola. Assim que a mulher chegou ao imóvel, foi surpreendida pelo agressor, que desferiu vários golpes de faca, impedindo qualquer possibilidade de defesa.
Após o ataque, o criminoso ainda feriu o cão da família utilizando a mesma faca, motivo pelo qual também foi condenado por maus-tratos contra animal.
Durante o julgamento, os jurados entenderam que a violência foi premeditada e motivada pela inconformidade do agressor com o término do relacionamento, confirmando a tese apresentada pelo Ministério Público.
Entenda o caso
O feminicídio ocorreu na manhã de 24 de setembro de 2024, no bairro Recreio Campestre Internacional Viracopos V, em Indaiatuba.
Segundo a investigação, o criminoso já vinha perseguindo a ex-companheira há meses. As ameaças constantes levaram a vítima a buscar proteção judicial poucos dias antes do assassinato.
Mesmo proibido de se aproximar, o agressor descumpriu a decisão e planejou o ataque. Ele se escondeu nas proximidades da casa e aguardou o momento em que a mulher retornaria após deixar o filho na escola.
Sem qualquer chance de reação, a vítima foi atacada com golpes de faca dentro da residência e morreu no local.














