Na tarde desta quarta-feira (11), o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) pediu informações à Federação Paulista de Futebol (FPF) e ao Comercial Futebol Clube para identificar os torcedores envolvidos em ofensas misóginas contra médica do Nacional, durante uma partida da Série A4, em Ribeirão Preto (SP).
A medida foi tomada após o recebimento de informações encaminhadas pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva. A Promotoria do Juizado Especial Criminal quer avançar na responsabilização dos autores dos ataques e já aponta a possibilidade de enquadramento por ato obsceno, ameaça e provocação de tumulto em evento esportivo.
De acordo com o Ministério Público, a apuração busca garantir punição severa aos responsáveis, tanto na esfera administrativa quanto na criminal. Entre as medidas defendidas está a proibição de frequentar estádios e arenas esportivas pelo período de dois anos, além da prestação de serviços à comunidade por um ano.
O caso ganhou ainda mais repercussão por ter ocorrido às vésperas do Dia Internacional da Mulher, o que ampliou a gravidade do episódio. Para a Promotoria, não é aceitável que uma profissional seja alvo de ataques enquanto exerce sua função dentro de um evento esportivo.
A investigação sobre as ofensas misóginas contra médica do Nacional também busca impedir que esse tipo de conduta se espalhe nos estádios paulistas. O entendimento do Ministério Público é de que a resposta precisa ser firme para combater intolerância, misoginia e desrespeito em ambientes esportivos.
A expectativa agora é pela resposta da Federação Paulista de Futebol e do clube de Ribeirão Preto com os dados que possam ajudar na identificação dos envolvidos. A partir dessas informações, o Ministério Público deverá definir os próximos passos para responsabilização dos torcedores.
Entenda o caso
A confusão aconteceu durante uma partida da Série A4 no último sábado, quando torcedores passaram a dirigir ataques à médica do Nacional. Após a repercussão do episódio, a polícia especializada comunicou formalmente o Ministério Público, que decidiu agir para tentar identificar os autores e aplicar punições que sirvam de resposta ao caso.
O episódio reforça a discussão sobre segurança, respeito e responsabilização dentro dos estádios. Para o Ministério Público, episódios de ofensas misóginas contra médica do Nacional não podem ser tratados como simples excessos de torcida, mas como condutas que exigem resposta legal e esportiva.













