Na manhã desta quinta-feira (26), o Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (GEDEC) deflagrou a operação Fisco Paralelo contra corrupção fiscal em São Paulo, com ações simultâneas em cidades do estado, incluindo São Paulo (SP), Campinas (SP), Vinhedo (SP) e São José dos Campos (SP).
A operação foi coordenada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e tem como objetivo investigar um esquema estruturado de corrupção envolvendo a manipulação de procedimentos fiscais relacionados ao ressarcimento de ICMS-ST e à liberação de créditos acumulados de ICMS.
De acordo com as investigações, o grupo suspeito atuava para beneficiar interesses particulares por meio de interferências indevidas em processos tributários, com indícios de pagamento de vantagens ilegais e práticas de ocultação de valores.
As diligências foram cumpridas em endereços ligados a servidores públicos que atuam em diferentes setores da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. Entre os locais alvos estão unidades regionais tributárias e setores responsáveis pela fiscalização.
Ao todo, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, com o objetivo de recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.
A operação contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do CyberGAECO, do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA) e da Polícia Militar.
O que significa o nome da operação “Fisco Paralelo”
O nome da operação Fisco Paralelo contra corrupção fiscal em São Paulo faz referência à existência de um suposto sistema alternativo e ilegal dentro da estrutura oficial de fiscalização tributária.
A expressão “fisco paralelo” sugere a atuação de um grupo que operaria à margem dos procedimentos legais, manipulando decisões e processos fiscais para favorecer interesses específicos, comprometendo a transparência e a legalidade na arrecadação de tributos.















