Na tarde desta quarta-feira (11), o Tribunal do Júri definiu que homem é condenado por matar namorada a facadas em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. A decisão atendeu à tese apresentada pelo Ministério Público e fixou a pena em 21 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo crime de feminicídio com as qualificadoras de motivo fútil e meio cruel.
De acordo com o processo, o crime aconteceu em 31 de maio de 2023, quando o casal retornava para casa após passar a madrugada junto. Durante o trajeto, os dois começaram a discutir e, no meio da briga, o criminoso atacou a companheira com golpes de faca na região lateral do tórax, perto da linha da cintura.
Ainda segundo o que foi apurado, os dois entraram em luta corporal e caíram em uma ribanceira. Mesmo ferida e pedindo para que as agressões parassem, a vítima continuou sendo atacada. O criminoso só interrompeu a violência quando uma testemunha apareceu no local. Em seguida, ele fugiu.
No julgamento, o Ministério Público sustentou que o réu agiu com violência extrema e sem qualquer compaixão. Os jurados reconheceram que o crime ocorreu por motivo fútil e com emprego de meio cruel, o que elevou a gravidade da condenação. Com isso, a Justiça definiu que homem é condenado por matar namorada a facadas em Caraguatatuba e deverá começar a cumprir a pena em regime fechado.
O caso voltou a chamar atenção pela brutalidade das agressões e pelo fato de a vítima ter sido morta mesmo após implorar para que o ataque terminasse. A condenação representa a resposta judicial para um crime que causou forte repercussão desde a época dos fatos.
Entenda o caso na época
Na época do crime, em 31 de maio de 2023, a investigação apontou que o casal havia passado a madrugada junto antes de iniciar uma discussão no caminho de volta para casa, em Caraguatatuba. Foi nesse momento que o criminoso sacou a faca e começou a golpear a companheira.
As agressões seguiram mesmo depois de os dois caírem em uma ribanceira durante a luta corporal. Conforme a apuração, a vítima pediu para que ele parasse, mas os ataques continuaram até a chegada de uma testemunha, que acabou interrompendo a sequência de golpes. Depois disso, o criminoso fugiu do local.
Desde o início, o caso foi tratado como feminicídio pela forma como a violência foi praticada e pela brutalidade empregada. Agora, com a decisão do Tribunal do Júri, o processo teve desfecho com a condenação do réu a 21 anos de prisão.













