Na manhã desta segunda-feira (18), a Polícia Civil (PC) prendeu quatro suspeitos durante a Operação Fake Manager, que investiga uma quadrilha especializada em golpes bancários e crimes cibernéticos com atuação em diferentes estados do país.
Os mandados de prisão temporária foram cumpridos nas cidades de Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Iguaba Grande (RJ), com apoio das polícias civis estaduais. A ação foi coordenada pela Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), da 6ª Delegacia Seccional de São Paulo.
Segundo as investigações, os criminosos entravam em contato com clientes de bancos alegando a necessidade de procedimentos de segurança nas contas bancárias. Durante a conversa, as vítimas forneciam informações sigilosas que eram utilizadas pelos golpistas para realizar transferências financeiras para contas de terceiros.
De acordo com a Polícia Civil, a quadrilha vinha sendo monitorada há pelo menos cinco meses. Os investigadores identificaram uma estrutura interestadual organizada para aplicação dos golpes eletrônicos.
Operação Fake Manager apreendeu celulares e cartões bancários
Durante o cumprimento dos mandados, equipes policiais apreenderam celulares, cartões bancários e outros materiais que serão analisados pela perícia técnica para aprofundar as investigações sobre a atuação da organização criminosa.
A Polícia Civil informou que os suspeitos responderão pelos crimes de associação criminosa e estelionato eletrônico.
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Entenda o nome da Operação Fake Manager
O nome Operação Fake Manager faz referência à estratégia utilizada pelos criminosos para enganar vítimas se passando por supostos gerentes bancários ou representantes de instituições financeiras. O termo “fake”, em inglês, significa falso, enquanto “manager” remete à figura do gerente, principal identidade utilizada pela quadrilha durante os contatos fraudulentos.
Segundo a Polícia Civil, esse tipo de golpe tem se tornado cada vez mais comum no ambiente digital, principalmente por meio de ligações telefônicas e aplicativos de mensagens.
Crimes cibernéticos cresceram nos últimos anos
As forças de segurança têm intensificado operações contra grupos especializados em fraudes eletrônicas em razão do aumento desse tipo de crime no Brasil. Entre os golpes mais registrados estão falsas centrais bancárias, clonagem de aplicativos de mensagens e invasão de contas bancárias.
A orientação das autoridades é para que clientes nunca forneçam senhas, códigos de autenticação ou dados bancários por telefone ou aplicativos, mesmo quando o contato aparentar ser realizado por instituições financeiras.


















