Na manhã desta terça-feira (02), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio da Polícia Militar (PM), deflagrou a operação Rei do Pix mira desvio na Câmara de Catanduva, contra um esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e fraudes em contratações, no Centro em Catanduva (SP). A Câmara Municipal fica na Praça Conde Francisco Matarazzo, no Centro da cidade.
De acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo, as investigações apontam que aproximadamente R$ 10 milhões teriam sido desviados dos cofres públicos da Câmara Municipal de Catanduva entre 2023 e 2024. Nos anos seguintes, os investigados teriam continuado a movimentar valores para ocultar a origem do dinheiro.
A apuração indica que o grupo teria criado dezenas de empresas de fachada em nome de parentes e pessoas próximas. Essas empresas simulavam a prestação de serviços ao Legislativo municipal, emitiam notas fiscais fraudulentas, recebiam os pagamentos e depois repassavam entre 90% e 95% dos valores aos beneficiários do esquema.
Também foram identificados indícios de fraudes em licitações e contratações superfaturadas. Segundo a investigação, os pagamentos direcionados aos integrantes da organização criminosa podiam chegar a 30% dos valores contratados.
Durante a operação Rei do Pix mira desvio na Câmara de Catanduva, foram cumpridos 10 mandados de prisão e mais de 50 mandados de busca e apreensão em Adamantina, Bauru, Catanduva, Jaboticabal e São Paulo. As diligências também ocorreram dentro da Câmara Municipal de Catanduva.
A ação mobilizou 20 promotores de Justiça, 30 servidores do Ministério Público, 11 agentes da Receita Federal, mais de 200 policiais militares e três equipes da Polícia Civil, que prestaram apoio em diligências realizadas na capital paulista.
Para garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos, a 1ª Vara Criminal de Catanduva determinou a indisponibilidade de bens dos investigados, com valores que podem chegar a R$ 20 milhões, conforme o grau de envolvimento de cada um. Durante a operação, também foram apreendidos dinheiro em espécie e veículos.
Por que a operação recebeu o nome Rei do Pix
O nome da operação faz referência ao apelido pelo qual um dos investigados era conhecido no ambiente da Câmara Municipal. Segundo a nota oficial, a expressão estaria ligada à intensa movimentação financeira feita por meio de recursos públicos desviados.
As investigações seguem sob coordenação do Ministério Público do Estado de São Paulo.

















