Na manhã desta segunda-feira (2), a Polícia Civil de São Paulo prendeu 12 pessoas por planejar um atentado com explosivos improvisados, como bombas caseiras e coquetéis molotov, que seria realizado na Avenida Paulista, na capital paulista, em São Paulo (SP).
Segundo as investigações, o grupo possuía estrutura organizada, com repasse de informações e instruções entre os integrantes, além de uma cadeia de comando responsável por orientar ações violentas. O atentado estava programado para ocorrer sob o pretexto de uma manifestação, sem pauta definida, com o objetivo de provocar tumulto e confrontos.
Durante semanas, os envolvidos compartilharam em redes sociais vídeos e conteúdos com orientações detalhadas sobre a fabricação e o uso de artefatos explosivos improvisados. O monitoramento foi conduzido pelo Núcleo de Observação e Análise Digital, com apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos, permitindo a identificação dos principais articuladores do plano.
A operação contou com apoio de secretarias de segurança de outros estados, incluindo o Rio de Janeiro. Em São Paulo, as prisões ocorreram na capital, além de Osasco, São Caetano do Sul e Botucatu. Durante a ação, também foram apreendidos simulacros de armas de fogo com um dos detidos.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o grupo integra uma rede de alcance nacional, com mais de 7 mil participantes envolvidos em discussões e incentivos a ações violentas, concentradas principalmente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Somente na capital paulista, a comunidade virtual reunia quase 600 integrantes.
Com a ação, a Polícia Civil conseguiu impedir o atentado e evitar riscos à população em um dos principais pontos da cidade, reforçando o trabalho de inteligência e prevenção contra crimes violentos planejados no ambiente digital.















