Na manhã desta sexta-feira (13), o Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (GEDEC) deflagrou a operação Mágicos de Oz contra corrupção e fraude tributária em Osasco, com cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão temporária em Osasco, São Paulo, Valinhos e Tupi Paulista (SP).
A ofensiva do Ministério Público do Estado de São Paulo contou com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), além das Polícias Civil e Militar, e teve como foco desarticular um esquema de corrupção, fraudes tributárias e lavagem de dinheiro instalado na Delegacia Regional Tributária de Osasco. Segundo a investigação, a estrutura criminosa foi descoberta a partir de elementos colhidos durante a Operação Ícaro.
De acordo com a apuração, o grupo usava pessoas interpostas para receber propina em nome de agentes públicos, criando uma engrenagem voltada à circulação de dinheiro ilícito e à ocultação de patrimônio. A suspeita é de que os valores passavam por diversos caminhos para dificultar o rastreamento e esconder a origem dos recursos.
Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária. A Justiça também determinou o afastamento de quatro agentes fiscais de renda de suas funções, além do afastamento do cargo do vice-prefeito de Tupi Paulista.
A operação Mágicos de Oz contra corrupção e fraude tributária em Osasco chama atenção por atingir o coração de um esquema que, segundo o Ministério Público, misturava propina, fraude fiscal e lavagem de dinheiro dentro de uma estrutura pública estratégica. O objetivo agora é aprofundar a coleta de provas, identificar o caminho do dinheiro e medir a extensão dos prejuízos provocados pela atuação do grupo.
O que significa o nome Mágicos de Oz
O nome da operação remete à ideia de ilusão, aparência e manipulação de realidade. No contexto da investigação, a referência faz sentido porque o esquema apurado teria criado uma espécie de cenário artificial para esconder propina, movimentações ilegais e patrimônio oculto, dando aparência de legalidade a práticas criminosas.
Entenda o caso
A investigação teve início a partir de achados da Operação Ícaro, que levaram os promotores a identificar possíveis conexões entre agentes públicos, operadores do esquema e terceiros usados para receber e movimentar valores ilícitos. Com o avanço da apuração, surgiu a suspeita de uma estrutura organizada voltada ao recebimento de propina e à ocultação do dinheiro por meio de manobras patrimoniais.
A partir desse material, o Ministério Público pediu medidas cautelares à Justiça, que autorizou buscas, prisões temporárias e afastamentos. Com isso, a operação Mágicos de Oz contra corrupção e fraude tributária em Osasco passou a atingir não só os supostos operadores do esquema, mas também servidores e um agente político com função pública.














