Na manhã desta quarta-feira (20), a Polícia Civil (PC) e a Polícia Militar (PM) divulgaram que a Operação Resgate identificou 4,8 mil frequentadores da Cracolândia com uso de tecnologia em São Paulo, durante ações realizadas entre 2023 e meados de maio do ano passado, período que marcou o esvaziamento completo da antiga cena aberta de uso no centro da capital paulista.
A ação contou ainda com apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e foi considerada estratégica para diferenciar dependentes químicos de criminosos que exploravam a região. O trabalho também ampliou a integração entre as forças de segurança, saúde pública e assistência social, permitindo atendimento individualizado aos frequentadores.
De acordo com o Governo de São Paulo, dos 4,8 mil frequentadores identificados, cerca de 3 mil tinham registros criminais, o equivalente a mais de 60% do total. O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que a unificação dos setores e o uso de tecnologia foram fundamentais para o resultado obtido na região central da capital.
Segundo o tenente-coronel Rodrigo Vilardi, coordenador do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), muitos frequentadores não portavam documentos pessoais, o que dificultava a identificação. Com o apoio da tecnologia, as equipes passaram a registrar dados como nome e CPF diretamente em um banco integrado, reduzindo a necessidade de deslocamento até delegacias.
Ainda conforme Vilardi, o compartilhamento de informações permitiu que diferentes áreas do poder público atuassem de forma conjunta. A Secretaria da Saúde, por exemplo, conseguia acessar históricos médicos, medicamentos utilizados e atendimentos realizados pelos frequentadores, facilitando a criação de estratégias específicas para cada caso.
Operação Resgate e o uso da tecnologia
A Operação Resgate identificou 4,8 mil frequentadores da Cracolândia com uso de tecnologia em São Paulo por meio de sistemas integrados entre as forças policiais e os órgãos estaduais. A iniciativa permitiu mapear os principais pontos de atuação criminosa e ampliar o monitoramento da região conhecida nacionalmente pelo tráfico de drogas e vulnerabilidade social.
Além do trabalho de identificação, as forças de segurança reforçaram o policiamento ostensivo e intensificaram investigações para desmontar a estrutura financeira que sustentava a atuação criminosa na área.
Desde o início da atual gestão estadual, 9,8 mil criminosos foram presos na região. Também houve apreensão de 173 armas de fogo ilegais, recuperação de 454 veículos e apreensão de 955 quilos de drogas.
Queda nos roubos e furtos no centro da capital
Dados da Secretaria da Segurança Pública apontam que os roubos e furtos na antiga área do fluxo caíram 32% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2022, quando ainda existia a Cracolândia naquela região.
Os números levam em consideração os registros policiais do 3º e do 77º Distritos Policiais da capital paulista. Segundo o governo estadual, a redução dos índices criminais está diretamente ligada ao reforço policial e às ações integradas realizadas durante a Operação Resgate.
















