Na tarde desta sexta-feira (04), a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE), da Polícia Civil (PC), prendeu oito integrantes de uma organização criminosa durante a Operação Colapso contra facção criminosa em Jundiaí, no interior de São Paulo. Segundo a investigação, o grupo exercia funções de liderança, comandava o tráfico de drogas na região e mantinha uma central clandestina para monitorar a atuação das forças de segurança.
A operação foi deflagrada após seis meses de investigação. Durante as diligências, os policiais cumpriram sete mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão temporária. Uma oitava pessoa, que não era alvo das ordens judiciais de prisão, também foi detida em flagrante por envolvimento no esquema.
Entre os oito presos, cinco ainda foram autuados em flagrante por crimes relacionados ao tráfico de drogas, porte ilegal de arma e lavagem de dinheiro.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados exerciam a função conhecida dentro da organização como “sintonia”, responsável pela liderança e supervisão das atividades criminosas. Dois deles foram apontados como responsáveis por posições de maior comando no esquema.
Central clandestina monitorava movimentação policial
Durante a investigação, a DISE identificou que a organização mantinha um centro clandestino de monitoramento equipado com câmeras e rádios comunicadores. A estrutura era utilizada para acompanhar a movimentação das forças de segurança e permitir que integrantes da facção tentassem se antecipar às operações policiais.
Segundo os investigadores, o grupo também mantinha controle sobre o tráfico de drogas e aplicava punições violentas contra pessoas que desobedeciam às regras impostas pela organização.
Um dos locais relacionados às investigações ficava na região do bairro São Camilo, em Jundiaí.
Durante a Operação Colapso contra facção criminosa em Jundiaí, os agentes apreenderam cerca de 1,3 mil papelotes e 4,7 quilos de cocaína, além de porções de maconha, uma arma de fogo, balanças de precisão, equipamentos utilizados na preparação e embalagem das drogas, rádios comunicadores, registros da contabilidade do tráfico e aproximadamente R$ 10 mil em dinheiro.
Os oito presos ficaram à disposição da Justiça. Segundo as informações divulgadas, eles deverão responder por crimes relacionados à organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.


















