Na manhã desta quinta-feira (16), o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado “GAECO”, em conjunto com a Polícia Civil (PC) e a Polícia Militar (PM), cumpriu mandados durante a operação contra fraudes com falso roubo e golpe via Pix, que investiga um esquema criminoso em cidades da região, incluindo bairros de Americana (SP).
A ação foi coordenada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Limeira e resultou no cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a 44 investigados, nas cidades de Rio Claro, Americana, Limeira, Leme, Pirassununga e Campinas.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso registrava falsas ocorrências de roubo para justificar contestações bancárias indevidas. A partir disso, solicitavam o cancelamento de transferências feitas via Pix, alegando terem sido vítimas de crimes, quando na verdade as transações haviam sido realizadas de forma voluntária.
Com a fraude, os criminosos conseguiam estornos de valores considerados altos, gerando prejuízos às instituições financeiras. Além disso, a prática impactou diretamente os dados da segurança pública, elevando artificialmente os índices de roubos nas cidades envolvidas.
Assim que as irregularidades foram identificadas, a Polícia Civil acionou o Poder Judiciário, que autorizou as medidas cumpridas nesta quinta-feira. As ocorrências registradas de forma fraudulenta foram revisadas e reclassificadas como comunicação falsa de crime e estelionato.
A operação contou com o apoio de cerca de 140 policiais militares, reforçando a atuação integrada entre as forças de segurança no combate ao crime organizado. Todos os materiais apreendidos foram encaminhados para análise pericial na DIG de Limeira.
As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no esquema e aprofundar o levantamento dos prejuízos causados.
Entenda o esquema criminoso
A operação contra fraudes com falso roubo e golpe via Pix revelou uma estratégia articulada para enganar instituições financeiras. Os criminosos simulavam ser vítimas de assaltos, registrando boletins falsos, e utilizavam esses documentos para tentar reaver valores transferidos via Pix.
Esse tipo de fraude tem chamado atenção das autoridades por explorar mecanismos legítimos de proteção ao cliente bancário, além de comprometer a credibilidade dos registros criminais e dificultar o planejamento das ações de segurança pública.














