Na manhã desta quinta-feira (26), o Tribunal do Júri condenou um criminoso, Hélio Leonardo Neto, a 34 anos de prisão por feminicídio em Americana (SP). O réu foi sentenciado em regime fechado – a qual já permanecia após sua prisão pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), coordenada pelo delegado de policia Dr. Filipe Rodrigues de Carvalho – após julgamento popular realizado no Fórum do município.
De acordo com a acusação do Ministério Público, o feminicídio em Americana ocorreu na manhã de 4 de março de 2024. Conforme apurado, o criminoso atraiu a vítima, Mônica Matias, sob o pretexto de um encontro amoroso, colocou-a em seu veículo e seguiu até Limeira (SP).
Durante o trajeto, ele a atacou de forma repentina, imobilizando-a pelo pescoço. Após a vítima recuperar os sentidos e tentar fugir, voltou a agredi-la até causar sua morte por asfixia. Em seguida, o assassino levou o corpo para um local ermo já em Limeira, onde o ocultou.
A localização dos restos mortais aconteceu 11 dias depois.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime foi motivado pelo fato de a vítima ameaçar revelar o relacionamento extraconjugal à esposa do criminoso. No plenário, os promotores demonstraram que o réu agiu de forma dissimulada para atrair a mulher e empregou violência extrema, causando sofrimento desnecessário e retirando qualquer possibilidade de defesa.
O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivação torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, resultando na fixação da pena em 34 anos de reclusão, em regime fechado.
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