Na manhã desta quarta-feira (17), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e o Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) deflagraram a Operação Covo de Arenque contra lideranças do PCC em Ribeirão Preto (SP). A ofensiva tem como objetivo combater a atuação de integrantes da facção criminosa suspeitos de envolvimento com organização criminosa, tráfico de drogas e crimes relacionados ao uso e à negociação de armas de fogo.
Ao todo, estão sendo cumpridos dez mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. As medidas são resultado de uma investigação que identificou a atuação de lideranças da facção estabelecidas na região de Ribeirão Preto.
Segundo o Ministério Público, os investigados ocupam posições estratégicas dentro da organização criminosa e seriam responsáveis por coordenar atividades do grupo em diferentes estados brasileiros. As apurações apontam que os suspeitos atuavam como representantes locais da facção, mantendo ligação direta com integrantes dentro e fora do sistema prisional.
A Operação Covo de Arenque contra lideranças do PCC em Ribeirão Preto concentra esforços principalmente contra pessoas apontadas como responsáveis pela chamada disciplina da organização no interior paulista e pelo gerenciamento de remessas de drogas destinadas a unidades prisionais espalhadas pelo país.
Investigação identificou negociação de armamento
Durante o andamento das investigações, os promotores e policiais reuniram elementos que indicam o manuseio, a exibição e a negociação de armas de fogo por parte dos investigados.
Entre os fatos apurados está a suposta negociação de um fuzil de assalto, situação que reforçou a necessidade da adoção das medidas cautelares autorizadas pelo Poder Judiciário.
As autoridades também identificaram indícios de uma estrutura organizada e hierarquizada, com divisão de funções e atuação interestadual, características frequentemente associadas a organizações criminosas de grande porte.
Entenda o significado da Operação Covo de Arenque
O nome Covo de Arenque faz referência a uma armadilha tradicional utilizada para capturar peixes em grande quantidade. No contexto da investigação, a denominação simboliza o cerco montado pelas autoridades para alcançar integrantes que ocupam posições estratégicas dentro da organização criminosa.
A escolha do nome remete à estratégia de monitoramento e coleta de provas realizada ao longo das apurações, permitindo identificar diferentes núcleos de atuação e suas conexões dentro da estrutura da facção.
Investigações continuam
O Ministério Público informou que as investigações prosseguem com o objetivo de aprofundar a identificação dos envolvidos, esclarecer todas as circunstâncias dos fatos apurados e promover a responsabilização criminal dos suspeitos.
As diligências também buscam reunir novos elementos sobre a atuação da facção em presídios e sobre a movimentação de drogas e armamentos atribuída aos investigados.


















